Em cerimônia, presidente disse que hoje é dia ‘de grande tristeza’.
Atirador matou 11 crianças em escola de Realengo, no Rio de Janeiro.
minuto de silêncio em homenagem às vítimas do
tiroteio em escola no Rio de Janeiro nesta quinta
(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
“Acho que sim [irei ao velório]. Vou falar agora com o Eduardo Paes [prefeito do Rio de Janeiro]. Vou fazer todo o esforço para ir. Ele [Paes] não sabe o horário [do velório ] ainda”, afirmou, após receber no Palácio do Planalto representantes do movimento Mulheres Atingidas por Barragens.
Em breve discurso, durante o evento, Dilma voltou a lamentar o massacre no Rio e afirmou que esta quinta é “um dia muito triste para todos os brasileiros e brasileiras." "Esse é um país que sempre teve uma relação de grande carinho cultural pelas crianças. É inadmissível violência em geral, mas a violência contra as crianças coloca todos nós em sensação de grande repúdio”, disse.
Antes de iniciar o discurso, a presidente fez questão de cumprimentar um grupo de crianças que presenciaram a cerimônia acompanhadas das mães. "Cumprimentei as crianças porque um país só terá futuro se as crianças tiverem futuro", disse. Ela defendeu creches e política educacional de qualidade nas zonas rurais.
Mais cedo nesta quinta, Dilma chorou e embargou a voz ao pedir um minuto de silêncio em homenagem às crianças assassinadas. “Encerro meu pronunciamento cumprimentando os empreendedores individuais, mas, sobretudo, homenageando crianças inocentes que perderam a vida e o futuro neste dia, lá em Realengo. Por isso, proponho um minuto de silêncio para que nós mostremos a nossa homenagem a esses brasileirinhos que foram tirados tão cedo da vida."
O caso
Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta quinta-feira (7), e atirou contra alunos em salas de aula. Depois de matar 11 crianças, ele foi atingido por um policial e se suicidou. O crime foi por volta das 8h30.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ele falou com uma professora e seguiu para uma sala de aula. O sargento Márcio Alves, da Polícia Militar, fazia uma blitz perto da escola e diz foi chamado por um aluno baleado. "Seguimos para a escola. Eu cheguei, já estavam ocorrendo os tiros, e, no segundo andar, eu encontrei o meliante saindo de uma sala. Ele apontou a arma em minha direção, foi baleado, caiu na escada e, em seguida, cometeu suicídio", disse o policial.
A escola foi isolada, e os feridos foram levados para hospitais. Os casos mais graves foram levados para o hospital estadual Albert Schweitzer, que fica no mesmo bairro o colégio.
O corpo de Wellington foi retirado por volta das 12h20, segundo os bombeiros. De acordo com a polícia, Wellington não tinha antecedentes criminais. FONTE G1
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