domingo, 3 de julho de 2011

Mano Menezes escala seleção do "povo" na estreia da Copa América

Mano Menezes escala seleção do "povo" na estreia da Copa América  Garotos craques são esperança do Brasil resgatar bom futebol. Jogo contra a Venezuela, em La Plata, começa às 16h


Foto: Ricardo Stucker/CBF
Neymar, Pato, Ganso e Robinho: o time ideal para a seleção brasileira? Por enquanto, é o que há de melhor
A seleção brasileira estreia neste domingo na Copa América da Argentina recheado de craques garotos dispostos a resgatar o bom futebol que sempre encantou torcedores do país e estrangeiros. Mano Menezes “ouviu o povo” e vai escalar atletas renegados por Dunga na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, quando o Brasil foi eliminado nas quartas de final pela Holanda. O jogo contra a Venezuela, válido pelo Grupo B, começa às 16h, de Brasília, no Estádio Único de La Plata (a 60 km de Buenos Aires). Paraguai e Equador se enfrentam 18h30, em Santa Fé.

Neymar (19 anos), Paulo Henrique Ganso (21) e Alexandre Pato (21) formam ao lado do “papai” Robinho, 26, um quarteto ofensivo que, na teoria, empolga como não se notava havia pelo menos cinco anos – o fracassado quarteto mágico de Parreira, com Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Adriano e Ronaldo. As comparações, porém, vão mais longe do que o time de 2006.
“Ganso, você acredita que esta seleção pode jogar um futebol parecido com o da seleção brasileira de 1982, que encantou o mundo?”, perguntou um jornalista espanhol ao camisa 10, lembrando equipe que foi derrotada na Copa do Mundo Espanha, mas eternizou a expressão “futebol-arte”. O santista disse que não poderia responder antes de o time entrar em campo, mas a pergunta mostra que a expectativa por saber o que esses jogadores podem fazer juntos supera fronteira do Brasil e da América do Sul.
O quarteto fez apenas uma partida, a vitória por 2 a 0 sobre os EUA, em agosto de 2010, na estreia de Mano. Depois Ganso e Pato tiveram lesões, Neymar brigou com o ex-técnico do Santos Dorival Jr., e ficou de castigo na seleção, e Robinho ganhou descanso. Mano não conseguiu repetir o que acha hoje o time perfeito. Pelo menos isso é o que ele ouve nas ruas:

“Eu ouço bastante (opinião) dos outros porque penso que é uma virtude. Algumas coisa você acaba deletando, porque se ouvir tudo vira falta de convicção”, disse o treinador.

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