sexta-feira, 8 de maio de 2015

Pedagogia de Alternância é debatida na Alepa

Audiência pública na Assembleia Legislativa debate a importância dos centros de formação por alternância, nos quais aluno alterna períodos na escola e períodos de  participação em atividades rurais da família.

As formas de garantir o sustento e a legalização dos Centros Familiares de Formação por Alternância (Cefas) foram discutidas hoje (06/05) por deputados e representantes das organizações que coordenam esses espaços, em uma audiência pública pedida pelo deputado Aírton Faleiro (PT).

“Estamos aqui para divulgar as boas iniciativas na pedagogia da alternância”, destacou o deputado Aírton Faleiro. “Também é uma oportunidade de debater a questão da renovação dos convênios com o governo, para garantir a manutenção desta modalidade de educação para o homem do campo”, disse.

A audiência pública contou com representantes da Secretaria de Educação do Estado, CEPLAC, Conselho estadual de educação e das casas familiares rurais dos municípios de Juruti, Belterra, Santarém, Placas, Uruará, Brasil Novo, Altamira, Anapú, Tucuruí, Pacajás, Porto de Moz, Ourém, Abaetetuba, Moju, Barcarena, Santa Maria das Barreiras, Conceição do Araguaia e Tucumã.

O coordenado das Casa Familiar rural ALCAFAR, Agnaldo Oliveira, “O Pará é o estado que tem o maior número de casas rurais na Amazônia. Com quase 20 anos de atuação no Pará, esse modelo de ensino se consolidou como uma necessidade para os produtores rurais”, explica.

Agnaldo diz que em todo o estado há 29 casas familiares rurais em atividade, 24 são reconhecidas pelo Conselho Estadual de Educação, sendo que 20 já estão cadastradas e recebem financiamento do FUNDEB.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Márcio Miranda, participou da abertura da audiência pública de destacou que “quem vivia no campo não tinha oportunidades, vivia de acordo com conhecimentos tradicionais. Os mais jovens precisavam vir para a capital em busca de educação formal”, ressalta. “Essas escolas familiares possibilitam manter os jovens no campo com suas famílias, podem do se aperfeiçoar. Isso valoriza a educação próxima à família, conciliando o aprendizado e a necessidade de produzir”, avalia Márcio Miranda.

Projeto de Lei- Durante a audiência pública, o deputado Aírton Faleiro anunciou que apresnetou na sessão ordinária da Casa o Projeto de Lei que institui o Programa Estadual de Apoio Técnico Financeiro às Escolas Comunitárias- Casas Familiares Rurais e Escolas Famílias Agrícolas, que tenham como proposta pedagógica a formação por alternância.

“Com esse projeto, vamos inserir a pedagogia da alternância como diretriz da política estadual de educação e resolver a necessidade de renovação constante desses convênios para manter o ensino”, ressaltou Faleiro.

Os deputados Neil Duarte (PSD), Lélio Costa (PC do B) e Dirceu Tem Caten (PT) também participaram da audiência pública.



O que é pedagogia da alternância- Os centros são uma rede de escolas comunitárias rurais que têm como metodologia a pedagogia da alternância. Esse modelo permite aos estudantes alternar determinado período na escola rural, geralmente de 15 dias, com períodos nos quais ele permanece integralmente com a família, participando das atividades de produção agrícola.

Atualmente existem 264 escolas comunitárias com alternância em todo o país. Elas atendem a mais de 17 mil estudantes, segundo a União Nacional das Escolas Famílias Agrícolas do Brasil (Unefab) e a Associações das Casas Familiares Rurais (Arcafars), que administram os centros de ensino.


Fonte: Seção de Imprensa e Divulgação
Data: 06/05/2015

Por Alepa

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