domingo, 27 de dezembro de 2015

2018 PODE SER ELEIÇÃO COM RECORDE DE PRESIDENCIÁVEIS

Faltando quase três anos para a eleição de 2018, já passa de 10 o número de nomes colocados à disputa presidencial; a maioria já participou de pleitos anteriores e vê, no quadro atual de crise política e econômica e de baixa popularidade da presidente Dilma Rousseff, o cenário ideal para se potencializar e, quem sabe, alcançar a vitória; até o momento surgem como possíveis postulantes ao cargo de presidente os tucanos Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Álvaro Dias e José Serra; o prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB); Ciro Gomes e Cristóvam Buarque (ambos do PDT); Marina Silva (Rede); Ronaldo Caiado (DEM); Jair Bolsonaro (PP); Luciana Genro (PSOL), além do ex-presidente Lula (PT); será que a próxima eleição conseguirá romper pela primeira vez, em mais de 20 anos, a hegemônica disputa entre tucanos e petistas?; e mais: o país está preparado para lidar com os interesses de todos esses políticos?

 Faltando quase três anos para a eleição de 2018, já passa de 10 o número de nomes colocados à disputa presidencial. A maioria já participou de pleitos anteriores e vê, no quadro atual de crise política e econômica e de baixa popularidade da presidente Dilma Rousseff, o cenário ideal para se potencializar e, quem sabe, alcançar a vitória. Será que a próxima eleição conseguirá romper pela primeira vez, em mais de 20 anos, a hegemônica disputa entre tucanos e petistas? E mais: será que o país está preparado para lidar com os interesses de todos esses políticos?

Até o momento surgem como possíveis postulantes ao cargo de presidente os tucanos Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Álvaro Dias e José Serra; o prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB); Ciro Gomes e Cristóvam Buarque (ambos do PDT); Marina Silva (Rede); Ronaldo Caiado (DEM); Jair Bolsonaro (PP); Luciana Genro (PSOL), além do ex-presidente Lula (PT).

Tucanos e possíveis ex-tucanos

Detentor do maior número de candidatos potenciais, o PSDB pode se esfacelar com a debandada de seus principais nomes. Um deles já anunciou a saída: o senador Álvaro Dias (PR) irá pular do barco com destino ao PV (aqui). Além da vontade de disputar a Presidência, ele também tenta se descolar da enorme rejeição ao governador tucano do seu Estado, Beto Richa (71% de reprovação).

Enquanto isso, o governador de SP, Geraldo Alckmin, poderá migrar para o PSB, partido do seu vice, Márcio França, maior entusiasta e articulador da ideia. As conversas estão avançadas e a estratégia para justificar a mudança de legenda, também (aqui o relato do jornalista Kennedy Alencar sobre o tema). Em entrevista publicada neste domingo (27), o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, do PSB, faz um aceno importante para o tucano paulista. "O Geraldo tem, hoje, mais convergência com o pensamento do PSB do que divergências", disse Câmara (aqui). No entanto, antes de se decidir por uma candidatura, o governador de SP precisa melhorar sua administração e imagem perante o país (aqui).

Já José Serra tem se aproximado bastante do PMDB, tanto que seu nome é sempre lembrado como um dos possíveis integrantes da equipe de Michel Temer, se este se tornasse presidente, caso o impedimento de Dilma se concretizasse. Serra está empenhado no projeto: além de aproximar de Temer, também está mais perto de Renan Calheiros e até do ex-senador José Sarney, rompido com ele há mais de uma década (leia mais aqui).

Presidente do Diretório Nacional do PSDB e detentor da maioria dos apoios, Aécio Neves, mesmo tendo perdido as eleições de 2014, é visto como o tucano que teve o melhor desempenho frente ao PT desde 2002. Sua manutenção no comando da sigla neste ano também foi vista como a possibilidade de que ele seja repetido como candidato, numa mudança de estratégia tucana. O partido não costuma insistir nas disputas com o mesmo nome, tanto que alternou-se nas eleições presidenciais com Serra (2002), Alckmin (2006), Serra novamente em 2010 e Aécio no ano passado. No último Datafolha, Aécio ostentou os melhores índices (26%).

Lula

Alvo de uma intensa tentativa de desconstrução da sua imagem por parte da oposição, da mídia e por setores da Polícia Federal, Ministério Público e Justiça, o ex-presidente Lula ainda assim é o nome mais vistoso da esquerda, que, a despeito da crise de imagem pela qual passa o PT, continua detentor de expressivos 20% dos votos, segundo o último Datafolha. Caso o governo Dilma consiga superar a atual crise econômica, Lula volta, provavelmente, à condição de favorito em 2018.   leia mais

Brasil 247 

Nenhum comentário:

Postar um comentário