quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Santa Casa garante atendimento para grávidas com suspeita de zika vírus

Da Redação
Agência Pará de Notícias


A Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará continua mantendo atenção especial para o atendimento de gestantes com suspeita de contrair o zika vírus, que dependendo do caso, pode causar sequelas na formação dos fetos, sendo a principal delas a microcefalia.

A Santa Casa é o hospital de referência no Estado para o tratamento de gestações de risco. As grávidas com suspeita de zika vírus, dengue ou demais doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, são encaminhadas à Santa Casa pelos postos de saúde e a partir daí são iniciadas uma série de testes para saber se a paciente possui a doença e como ela pode ou não afetar o bebê.

Existem duas assistências para gestante de alto risco na instituição: a assistência pré-natal, para fazer o rastreamento do diagnóstico e acompanhamento da microcefalia, e a assistência ao parto, voltada para que o parto seja feito na instituição com todo o cuidado diferenciado que ela necessita.

“A partir da suspeita a gente faz os exames laboratoriais específicos, pois a Santa Casa possui condições de firmar este diagnóstico e fazer o acompanhamento adequado, assim como a URE Materno Infantil. Este acompanhamento é necessário para garantir a saúde da mãe e do bebê em caso da confirmação da doença”, afirma o médico obstetra da Santa Casa, Jorge Vaz, responsável pelo setor de gravidez de alto risco.

De acordo com o médico, a microcefalia é um resultado da contaminação do bebê pelo vírus, porém, nem todos os casos de mães infectadas pelo zika afetam os filhos. É preciso acompanhar desde as primeiras suspeitas.

“O zika é uma doença silenciosa e, muitas vezes, as mães só sabem que o bebê possui microcefalia quando fazem o ultrassom. Por isso a importância do acompanhamento do pré-natal. Existem graus de microcefalia que podem ser fatais ou não”, explica o médico.

Michele Alessandra Pinto Rosa, 27 anos, está na quarta gestação. Ela é moradora do distrito de Outeiro e faz o acompanhamento na Santa Casa para a atual gravidez, considerada de risco.

“O meu primeiro filho foi tratado aqui e agora estou de volta. Acho muito bom o tratamento que a gente recebe e os médicos têm falado bastante sobre a prevenção do zika vírus para as grávidas. Temos que tomar diversos cuidados para proteger os nossos bebês e acredito que todo esse cuidado vai valer a pena”, diz Michele que já está no sétimo mês de gestação.

Além do zika vírus, outros fatores podem causar a microcefalia. De acordo com o médico, até mesmo o uso de repelentes incorretos ocasionam alterações na formação do feto. “As grávidas recebem diversas orientações durante a gestação, principalmente sobre o uso e consumo de diversos produtos como bebidas alcoólicas, cigarro, tintura de cabelo e repelentes. Existem repelentes específicos para elas e devem ser utilizados conforme a orientação médica”, explica o profissional.

Sintomas - A zika é uma doença causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo causador da dengue e febre chikungunya. O vírus provoca sintomas parecidos com os da dengue, como febre alta, dor de cabeça e no corpo, manchas avermelhadas, dores musculares e nas articulações. Também pode causar inflamações nos pés e nas mãos, conjuntivite e edemas nos membros inferiores. Os sintomas costumam durar entre quatro e sete dias.

Há outros sintomas menos frequentes, como vômitos, diarreia, dor abdominal e falta de apetite. “Diante das semelhanças de sintomas entre as doenças, pedimos que os médicos não foquem só na zika e peçam sempre um exame completo para estudar todas as possibilidades de transmissão deste vírus”, diz Edilson Calandrini, coordenador do núcleo de vigilância epidemiológica hospitalar da Santa Casa.

Diego Andrade
Secretaria de Estado de Comunicação

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